Investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro entregue seus passaportes à Polícia Federal e fique proibido de deixar o Brasil. O parlamentar foi intimado pela PF nesta segunda-feira (26), um dia após o segundo turno das eleições presidenciais.
A decisão integra uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. Moraes também proibiu o senador de manter contato com Tomaz.
Entre os elementos analisados pela Polícia Federal estão possíveis vínculos financeiros entre os dois. A apuração identificou que Flávio teria sido cadastrado como “usuário master” de uma conta da Alcazar Holdings, empresa ligada a Willer Tomaz e sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.

Na semana passada, Moraes já havia determinado o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens de Willer Tomaz, além da quebra de seus sigilos bancário, fiscal e cambial. O advogado é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a negócios envolvendo plataformas de apostas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que foi intimado pela Polícia Federal ao deixar a residência de seu pai, Jair Bolsonaro, em Brasília. O senador disse que cumprirá a determinação, mas negou qualquer intenção de deixar o Brasil e afirmou que recorrerá da decisão.
A medida foi determinada após a derrota de Flávio Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Com o encerramento de seu mandato no Senado, previsto para 2027, o parlamentar também poderá perder o foro por prerrogativa de função nos processos relacionados ao cargo.
Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz negam irregularidades. A defesa do senador anunciou que recorrerá da decisão.