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Vingança por causa de gado teria motivado chacina de família cigana

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Informação foi divulgada pela delegada-geral da Polícia Civil, Heloísa Campos de Brito, nesta terça-feira (5)

A chacina que deixou seis pessoas de uma família cigana mortas em Jequié, no sudoeste da Bahia, teria sido motivada por vingança após a apreensão de gado comprado de forma ilícita pelo mandante do crime, em 2016. A informação foi divulgada pela delegada-geral da Polícia Civil, Heloísa Campos de Brito, nesta terça-feira (5).

“Esse possível mandante teria tido um gado comprado de modo ilícito, que foi apreendido, e ele atribui a perda desse gado e a investigação policial que ele sofreu naquela época a esses membros dessa família cigana”, afirmou a delegada.

Ainda conforme a delegada, o mandante teria cometido a vingança depois de oito anos porque havia ligação com as vítimas. “Todos pertencem as comunidades ciganas que ficam em Inhambupe e Alagoinhas”, complementou.

A delegada ainda informou que o grupo suspeito de participação na morte da família de Jequié estaria envolvido na morte de quatro pessoas da comunidade cigana, em Feira de Santana, em agosto do ano passado, bem como no assassinato de um homem – que não foi detalhado.

“As investigações nos levam a constatação de que a mesma arma foi utilizada em todos esses 11 homicídios. Também conseguimos detectar que a mesma pessoa participou [dos crimes]. Conseguimos verificar também quem foi o mandante, temos mandado de prisão em desfavor dele, e estamos com equipe ainda em campo tentando dar o cumprimento”, pontuou Heloísa Brito.

Chacina em Jequié

Nesta terça-feira, três suspeitos de envolvimento no crime foram presos. De acordo com a polícia, as equipes realizaram buscas em Alagoinhas, Maetinga, Feira de Santana e Camaçari. A produção da TV Bahia teve acesso a um vídeo que mostra suspeitos deixando o local do crime. [veja vídeo acima]

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra os envolvidos na chacina, que ocorreu em outubro de 2023. Entre as vítimas estavam um idoso, uma mulher grávida e uma criança de 5 anos.

Desde o início das investigações, cinco armas foram apreendidas no cumprimento de mandados de busca – e, conforme apurado, uma delas foi utilizada na chacina.

Ainda de acordo com a polícia, mais de 50 policiais civis participam da ação, intitulada de “Operação Hera“, deflagrada pelo Departamento de Polícia do Interior (Depin), por meio da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Jequié).

Também participam equipes das Coordenações de Apoio Técnico a Investigação (Cati/Sede-Depin, Norte, Central e Sudoeste), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), e do Departamento de Inteligência Policial (DIP). A Operação Hera também tem o apoio da Polícia Militar.

FONTE: g1 BA

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