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“Prefiro fazer uma música para sempre, do que uma que vai durar 15 dias” diz Saulo sobre canções virais

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O título de Música do Carnaval é responsável por um grande debate entre o público, os cantores, compositores e especialistas em música que se questionam: o que faz uma canção receber tal honraria?

Há quem diga que o que importa mesmo é a quantidade de plays que a música tem em alguma plataforma digital, como se os views no YouTube fossem representar a grandeza de uma canção nos circuitos da folia. Ou como se o viral em alguma rede social fosse acessível a todos, até mesmo aqueles que não são atualizados nas novas tecnologias.

Tem também quem defenda a teoria de que a música do Carnaval é definida pelo que o folião entoa ao longo dos 6 dias de festa, onde por muitas vezes três trios em sequência cantam o mesmo clássico e o público repete com a emoção de como se estivesse ouvindo aquilo pela primeira vez. 

O debate é longo e, para Saulo Fernandes, que já recebeu o troféu Bahia Folia de Música do Carnaval em 2012 com a canção ‘Circulou’, composição de Magary Lord, a honraria é importante, mas o que vale mesmo é a marca que a canção deixa. 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o artista exaltou os grandes nomes da axé music como responsáveis por marcar uma geração e tornar a “fantasia eterna” através da canção – como aqueles convidados para o show beneficente que realizou nesta semana, em prol do hospital Martagão Gesteira. “Eu falei de Carla [Visi], de Robson e Márcia [Short], não foi? O meu lance é honrar essas pessoas, assim, sabe? Porque olha o repertório deles. Eles foram acostumados a fazer música para sempre”, afirmou.

Para Saulo, não é interessante entrar em uma disputa se for necessário fugir do que ele acredita como compositor. “Se eu tenho um tempo de fazer uma canção, eu prefiro fazer uma para sempre do que fazer uma que vai durar 15 dias, que vai durar um mês, assim. Então, eu prefiro escolher as palavras, levar um certo tempo pra escolher a palavra e que essa música seja profunda e que ela entre na vida da pessoa de forma definitiva, essa é a minha a luta, honrar os grandes, as pessoas que escreveram maravilhosamente bem essa história da música da Bahia e continuar escrevendo, escrevendo, compondo e falando sobre baianidade que é o que me interessa mais”.

Conhecido por exaltar o que é da terra, como em canções como ‘Raiz de Todo Bem’, ‘Vú’, ‘Bahia-Batuque Orixá’, Saulo afirma que continuará com a linha de pensamento para representar da melhor forma possível o que é ser baiano.

O artista ainda usou como exemplo as situações vividas pelo baiano Davi Brito no BBB, que tem sido criticado pelo vocabulário e questionado por suas gírias regionais. “Às vezes você pode ser da Bahia ou não, mas se você tiver baianidade, é o caso do cara do Big Brother, a gente tá torcendo para o cara, porque o cara é baiano até o talo, assim, sabe, velho, a gente gosta disso, quando vê o sotaque do cara valendo com a pessoa que não come reggae, sabe, que nada, isso é muito baianidade, eu amo”.

FONTE: Bahia Notícias

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