Denúncias de assédio eleitoral aumentam após segundo turno das eleições

MPT recebeu 1.140 denúncias em três dias; governo estuda restringir acesso a crédito público de empresas envolvidas na prática.

As denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho aumentaram após o segundo turno das eleições de 2026. Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu ao menos 1.140 denúncias em três dias, de um total de 3.080 registros contabilizados desde o início da campanha eleitoral.

O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou superiores hierárquicos utilizam sua posição de poder para pressionar, constranger ou tentar influenciar a escolha política dos trabalhadores. Entre as práticas estão ameaças de demissão, pedidos para gravação de vídeos de apoio político e promessas de vantagens para induzir o voto.

Diante do aumento das ocorrências, o governo federal informou que estuda criar uma espécie de “lista suja” de empresas envolvidas em assédio eleitoral. De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, empresas que cometerem esse tipo de ilegalidade poderão sofrer restrições no acesso a créditos públicos. Uma força-tarefa também foi criada para atuar no combate às violações.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) reforçou que as denúncias continuarão sendo apuradas mesmo após o encerramento das eleições. Trabalhadores que sofrerem assédio eleitoral podem procurar o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o Ministério Público do Trabalho (MPT) ou o Ministério Público Eleitoral (MPE). Também é possível utilizar o site da campanha “No Meu Voto Mando Eu”, da Justiça do Trabalho.

A prática é considerada crime eleitoral e pode resultar em pena de reclusão e multa. O combate ao assédio eleitoral busca assegurar ao trabalhador o direito de exercer livremente sua escolha política, sem ameaças, constrangimentos ou retaliações no ambiente de trabalho.

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