Hospital Geral Roberto Santos realizou procedimento inédito nessa quarta

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A gestante Aline Muniz, 28 anos, natural de Uruçuca, no Sul do Estado, foi diagnóstica com um episódio raro que acontece na gestação gemelar, em que um dos fetos recebe mais sangue e suprimentos da paciente do que o outro, comprometendo seu desenvolvimento, podendo levá-lo à morte, como explicou o médico Maurício Saito, especialista em cirurgia fetal, que veio de São Paulo para compor a equipe do HGRS que realizou o bloqueio placentário na paciente.

A preceptora da residência em ginecologia e obstetrícia do HGRS Dinah Leão Marques, responsável por viabilizar a intervenção na paciente, explicou que ela foi submetida a um procedimento através de vídeo laser, que durou cerca de 40 minutos e envolveu mais de 10 profissionais.

A especialista em medicina fetal, Dinah Marques, acrescentou que o HGRS é apto a realizar o procedimento pelo SUS, pois é referência em alto risco, considerando a complexidade e o risco para a mãe e os bebês.

A paciente estava fazendo o pré-natal da sua quinta gestação, em Itabuna, quando seu diagnóstico foi revelado. A partir daí, ela foi encaminhada ao Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, para que fosse realizado o bloqueio placentário, impedindo que o sangue de um dos fetos passasse para o outro.

A incidência de casos similares aos de Aline Muniz é de um em cada 80 gestações de gêmeos. Mas ela ressalta que mesmo sendo um procedimento raro “eu tive muita sorte, pois ocorreu tudo bem comigo e fui muito bem atendida aqui no hospital”.

Diretora da divisão materno infantil da unidade, a médica Sandra Renata Marques, explica que o “Roberto Santos” é o maior hospital do Norte e Nordeste, com múltiplas especialidades e com uma maternidade referência para alto risco, com capacidade de absorver um centro de medicina fetal”.

O coordenador do Centro Obstétrico da Maternidade, Robert Pedroso, reforça que este é o diferencial da unidade, pois conta com todo o seu corpo técnico de especialistas, além de toda a infraestrutura do hospital.

Fonte: Ascom

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