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Forcas Armadas preparam plano de fiscalização paralela das urnas

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Os ataques diretos ao sistema eleitoral brasileiro por parte do governo de Jair Bolsonaro (PL) ganham novas formas. Após alegarem não terem recebido respostas do Supremo Tribunal Eleitoral, as Forças Armadas agora estão desenvolvendo um novo plano de fiscalização paralela para as eleições deste ano.

Com isso, o Ministério da Defesa montou uma equipe de oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para atuarem em outubro. O plano coincide com as recomendações de Bolsonaro, que tem pressionado e questionado os ministros da Corte, mas sem nenhuma prova, a respeito da confiabilidade do sistema eletrônico de votação.

O chefe do Executivo pretende que as Forças Armadas realizem uma contagem de votos além do oficial, o que não tinha sido proposto pelos militares. O plano de fiscalização será dividido em oito etapas, seguindo de perto todas as fases do processo eleitoral. No entanto, em uma das etapas, os militares pretendem cobrar da Corte que os equipamentos sejam submetidos a testes.

“Estamos com plano de ação para cada uma dessas oito fases, para que, na hora da fase propriamente dita, por exemplo, na lacração do sistema, estejamos presentes para perguntar, verificar, questionar os procedimentos e propor alguma coisa”, declarou o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, em audiência na Câmara. TSE.

Os militares pedem ainda informações técnicas sobre o funcionamento do “sistema vota”, que coleta e apura os votos numa mesma seção eleitoral e solicitam também dados sobre protocolos pois querem aumentar a segurança do sistema. De acordo com a Defesa, essa demanda de “informações preparatórias” vai permitir o trabalho da Equipe das Forças Armadas de Fiscalização do Processo Eleitoral.

Fonte: DCM

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