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Membro do MBL é agredido durante ‘fiscalização’ na UFSC

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A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou uma nota oficial repudiando a agressão aos membros do Movimento Brasil Livre (MBL) ocorrida nas dependências da instituição, no dia 13 de julho. No entanto, a nota oficial divulgada pela instituição de ensino também condenou a “ação de grupos organizados, externos à instituição, que promovem invasões a espaços educacionais e atitudes que claramente expressam o desconhecimento da realidade institucional, prejudicando a imagem da UFSC”.

Entenda o caso:

Durante a agressão, os membros do MBL Gabriel Costenaro, Matheus Batista, Matheus Faustino e João Bettega estavam pintando paredes pichadas na UFSC, realizando o que eles chamam de “fiscalização” dos espaços públicos de ensino. Nas redes sociais, João Bettega afirmou ter sido alvo de socos, cotoveladas, pontapés e coronhadas, chegando a desmaiar em algumas ocasiões, descrevendo a ação como uma “tentativa de homicídio” que resultou apenas em escoriações e ferimentos leves. Em um vídeo divulgado na internet, Bettega declarou: “Me espancaram… quase morri”.

Em um boletim de ocorrência registrado, João Bettega alegou ter sido emboscado por cinco pessoas que interromperam a pintura das paredes, além de terem roubado seu celular, um microfone e um par de óculos. Nas redes sociais, o membro do MBL divulgou uma nota oficial em que afirma que o ataque foi organizado por militantes de esquerda e criminosos aparentemente contratados. Ele informou também que foi hospitalizado, mas está bem, pedindo orações e declarando que não desistirá.

Quem é João Bettega?

Em 2022, Bettega concorreu ao cargo de deputado estadual no Paraná pelo partido Novo, porém, sem sucesso. Dentro do MBL, ele faz parte de um grupo chamado “Inimigos Públicos”, que está realizando uma “turnê” pelo Brasil com o objetivo de “fiscalizar” obras públicas e instituições de ensino, buscando expor o que consideram como práticas erradas atribuídas a grupos políticos de esquerda.

Anteriormente, Bettega teve problemas com a justiça e foi obrigado, em maio deste ano, a retirar um vídeo do ar em que fazia perguntas políticas a um adolescente de 16 anos com autismo, usando a imagem do jovem junto ao título “Comunista defende Revolução”, sem autorização da família do rapaz.

Essa não é a primeira vez que Bettega se envolve em situações semelhantes, que incluem atos políticos e agressões. Em junho de 2022, ele estava em Londrina, no Paraná, junto com o ex-deputado estadual Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, quando foram agredidos por Emerson Miguel Petriv, ex-deputado federal conhecido como “Boca Aberta”, que desferiu tapas, chutes e socos na dupla.

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