Major Carina Fernanda Cunha tornou-se a primeira mulher a comandar uma Cipe da Polícia Militar

Compartilhar
Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on telegram

Marco na história e referência para as colegas. A major Carina Fernanda da Silva Cunha, 43 anos, primeira mulher a liderar uma Companhia Independente de Policiamento especializado (Cipe) da PM entra para a história da corporação depois de assumir, na última segunda-feira (12), o comando da Cipe Litoral Norte, sediada na cidade de Esplanada.

Carina ingressou na corporação em 1998 e em 2001 entrou para a turma de oficiais. Viveu a maior parte da vida em contato com a PM. Em 1994, quando tinha 15 anos, passou a ser estudante do Colégio da Polícia Militar (CPM), em Salvador, onde fez parte de uma das primeiras turmas da instituição de ensino a ter garotas.

Gerir uma tropa especializada é, para a oficial, mais um, de tantos outros desafios enfrentados na carreira.  “A sensação agora é de responsabilidade e de honrar esse compromisso. Eu sei que fiz uma trajetória muito digna para chegar até aqui. Reconheço o meu empenho. Falar de si é mesmo difícil, mas a minha trajetória diz tudo”, recordou a comandante.

Como policial, Carina acumula passagens pela 42ª Companhia Independente da PM (CIPM/Lençóis), pelos subcomandos das 55ª e 81ª CIPMs (Ipiaú e Itinga, respectivamente), Batalhão de Polícia Rodoviário (Itabuna), Batalhão de Guardas, 10ª CIPM, além de também já ter atuado como ajudante de ordens, na fiscalização e gestão de contratos e na coordenação de recursos humanos.

Por trás da farda, também existe a Carina Fernanda graduada em enfermagem pela Universidade Católica de Salvador, especialista em emergência e UTI pela Faculdade Social da Bahia, a faixa roxa de judô pela Federação Baiana de Judô e a praticante de atividades físicas.

“Às vezes, nós mulheres nos privamos de enfrentar tantas coisas devido a questionamentos e dúvidas sobre a nossa capacidade. Mas porque a gente seria incapaz de fazer determinada coisa? De verdade, não é fácil para nós, mas sou aguerrida e, desde sempre, estou quebrando paradigmas”, declarou Carina sobre o marco de tornar-se a primeira mulher a ocupar esse posto.

Fonte: SSP

Ultimas notícias