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“Kitty” de Taperoá: A ascensão imediata do poder político

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Taperoá, outrora um cenário político relativamente tranquilo, agora é o palco de um espetáculo de crescimento político que desafia qualquer senso de razão. A prefeita Cristiane Guimarães, carinhosamente apelidada de “Kitty” por seus seguidores, parece ter encontrado a fórmula mágica para cativar a juventude e consolidar seu domínio sobre a cidade.

O mais recente capítulo nesse conto de crescimento político estúpido é o programa de Estágio Jovem, uma iniciativa que, surpreendentemente, conquistou a atenção e o apoio fervoroso da população jovem. Afinal, quem poderia resistir a uma prefeita que oferece estágios enquanto acumula poder? Os números são gritantes: dos 16 aos 29 anos, o eleitorado de Kitty cresceu para representar um estrondoso 28%. Uma jogada brilhante, é claro, mas isso só faz lembrar da famosa citação de Shakespeare: “Muitas vezes, a tolice passa por sabedoria, enquanto a astúcia passa por loucura.”

E como se não bastasse, Kitty habilmente dissolveu qualquer oposição significativa que pudesse impedir sua marcha triunfante rumo à reeleição. Nomes que outrora desafiaram seu domínio político agora estão alinhados ao seu lado, como soldados rendidos em uma batalha perdida. A capacidade de Kitty de unir forças anteriormente rivais só pode ser descrita como mágica – ou talvez a promessa de uma fatia generosa do bolo do poder tenha feito maravilhas.

Kitty se comporta como mãe, conhece os moradores, dialoga com a juventude e dá até bronca pra jovens estudarem regularmente.

No entanto, nem todos são bem-vindos no santuário político da prefeita Kitty. Dois nomes parecem ter incorrido em seu desprezo: Rosival Lopes e Ticiano Matos, os ex-gestores do município que carregam o peso esmagador de uma reprovação pública na casa dos 80%. Parece que até mesmo Kitty reconhece que não pode aliar seu nome a essas figuras, cujo fracasso administrativo ainda deixa a cidade tremendo em seu despertar.

Em um cenário onde o desemprego e a falta de crédito político parecem ter sido jogados ao espaço, Taperoá se encontra nas mãos habilidosas da prefeita Kitty. Seu domínio sobre a política local é tão inexplicável quanto um gato que decide, de repente, que é um águia. A única certeza é que, enquanto a população jovem continua seduzida pelos encantos políticos de Kitty e parte dos opositores derrotados se juntam ao seu exército, Taperoá se torna uma cidade com efetiva liderança, sem aparente espaço para regressão.

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