Alunos de 12 anos tentam envenenar professoras em escola de Salvador

Quatro estudantes do Colégio Estadual Edson de Souza Carneiro, no bairro de São Caetano, planejavam usar balas com chumbinho para atacar docentes o caso foi descoberto a tempo e agora é investigado pela Polícia Civil.

Quatro alunos de apenas 12 anos foram flagrados tentando envenenar duas professoras no Colégio Estadual Edson de Souza Carneiro, localizado no bairro de São Caetano, em Salvador. O caso aconteceu na última sexta-feira, 31 de outubro, e causou grande repercussão entre alunos, pais e funcionários da unidade escolar. Segundo informações apuradas, os estudantes planejavam oferecer balas contaminadas com chumbinho, substância tóxica usada como raticida às docentes das disciplinas de Matemática e inglês. A motivação, de acordo com relatos, seria o medo de reprovação nas matérias.

O plano só não foi concretizado porque outros colegas tomaram conhecimento da intenção e avisaram o vice-diretor da escola, que interveio rapidamente, evitando uma tragédia. As famílias dos envolvidos foram convocadas e o caso foi encaminhado para a Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), responsável por investigar ocorrências envolvendo menores de idade.

A direção da escola também acionou a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), que enviou uma equipe para acompanhar a situação e oferecer apoio psicológico e pedagógico à comunidade escolar. Em nota, a SEC informou que está prestando toda a assistência necessária e reforçando o diálogo com alunos e professores sobre respeito e convivência no ambiente escolar.

O episódio gerou forte comoção entre os docentes. Em áudios que circulam em grupos de WhatsApp, uma professora relata ter ficado “estarrecida” ao descobrir o ocorrido e pediu que os colegas evitem aceitar alimentos ou doces de alunos. O caso reacendeu o debate sobre segurança nas escolas e o acompanhamento psicológico de estudantes, especialmente em situações de pressão e dificuldades de aprendizagem.

As investigações seguem em andamento e a Polícia Civil busca esclarecer como os adolescentes conseguiram acesso ao chumbinho e se houve participação de outras pessoas. A expectativa é que sejam aplicadas medidas socioeducativas aos responsáveis pelo ato.

A gravidade do caso reforça a necessidade de atenção das famílias, professores e gestores para sinais de comportamento preocupante entre os jovens. Também destaca a importância de políticas de segurança, prevenção à violência e fortalecimento das ações de acolhimento emocional nas escolas públicas da Bahia.

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