Coordenador da 5ª Coorpin de Valença destacou o avanço das investigações iniciadas em 2023 e a importância do bloqueio de recursos financeiros no combate ao crime organizado.
O delegado da Polícia Civil Walberes Braga, coordenador da 5ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Valença, detalhou, nesta quinta-feira (5), as investigações que resultaram na Operação Circuito Fechado, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. A ação teve como objetivo desarticular uma rede investigada pelo fornecimento ilegal de armas e munições às facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Bonde do Maluco (BDM).
Segundo o delegado, as investigações começaram em dezembro de 2023, após a prisão em flagrante de um indivíduo por porte ilegal de munição. A partir dessa ocorrência, as apurações foram aprofundadas e permitiram identificar uma organização criminosa que abastecia os dois grupos rivais na região.
Durante sua declaração, Walberes Braga destacou que o trabalho investigativo também permitiu identificar a estrutura financeira ligada ao esquema criminoso. Com base nos elementos reunidos, a Justiça autorizou o bloqueio patrimonial de até R$ 6,2 milhões, envolvendo seis investigados e pessoas jurídicas vinculadas à organização.
O coordenador regional ressaltou ainda que os investigados presos durante a operação transitavam entre as duas facções, conforme identificado nas investigações, indicando a atuação de uma rede de fornecimento de armamentos que atendia a grupos criminosos rivais.
Ao explicar a importância das medidas de asfixia financeira, o delegado defendeu que o enfrentamento ao crime organizado não deve se limitar à identificação dos responsáveis pela compra e venda de armamentos.“Não basta a gente investigar quem vende e quem compra. É necessário que a gente também asfixie quem financia o crime organizado”, afirmou.
A Operação Circuito Fechado foi realizada pela Delegacia Territorial de Valença e pela 5ª Coorpin, sob a direção da DIRPIN Sul. Ao todo, 27 pessoas foram investigadas, e a ação resultou em 11 prisões e na apreensão de 82 armas de fogo, além de veículos, aparelhos eletrônicos, dinheiro em espécie e entorpecentes. Entre os presos estão dois policiais militares, um da ativa e outro da reserva, investigados por possível envolvimento no esquema criminoso.
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