Na manhã desta terça-feira, 07 de outubro, tem início no Fórum Gonçalo Porto de Souza, no bairro Novo Horizonte, em Valença, o júri popular de Carlos Júnior, acusado de assassinar Martinha, em um crime que comoveu toda a cidade e se tornou símbolo da luta contra a violência de gênero na região.
O caso, amplamente repercutido desde o ocorrido, é considerado um dos episódios mais marcantes de violência contra a mulher registrados em Valença nos últimos anos. Martinha, como era carinhosamente chamada, foi brutalmente morta, deixando familiares, amigos e a comunidade abalados. Desde então, movimentos sociais, coletivos feministas e moradores têm se mobilizado para exigir justiça.
Desde as primeiras horas desta terça-feira, dezenas de pessoas se concentram nas imediações do fórum. Com faixas, cartazes e manifestações de repúdio ao feminicídio, os manifestantes expressam solidariedade à família da vítima e cobram a responsabilização do acusado. O clima é de emoção e indignação.
Na véspera do julgamento, o irmão de Martinha fez um apelo emocionado à população valenciana.
“Não é apenas pela minha irmã, é por todas as mulheres que sofrem. Que esse caso sirva de exemplo para que a impunidade não prevaleça”, declarou.
O júri é presidido por um juiz da Vara Criminal de Valença e conta com a atuação do Ministério Público, da defesa do réu e da sociedade civil. A expectativa é de que os trabalhos se estendam ao longo do dia, com a sentença podendo ser anunciada ainda nesta terça-feira.
Toda a cidade acompanha atentamente o desenrolar do julgamento, que representa não apenas a busca por justiça para Martinha, mas também o grito coletivo contra o feminicídio e a violência doméstica — flagelos que continuam a tirar vidas de mulheres em todo o país.