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Escorpiões em Guaibim colocam a comunidade em alerta

Escorpiões-amarelos se reproduzem por partenogênese, ou seja, as fêmeas não precisam de machos para fecundá-las

Além da pandemia do coronavírus e da epidemia de dengue, Valença, no Baixo Sul da Bahia, tem mais um motivo para se preocupar: o distrito de Guaibim sofre uma infestação de escorpiões.

Este ano já foram capturados 66, a maioria da espécie Tityus serralatus, popularmente conhecido como escorpião-amarelo, causador de acidentes graves e, até mesmo, mortes.

Eles são nativos de regiões de clima mais quente, o que favorece a rapidez na reprodução. O acúmulo de entulhos, vegetação seca e lixo em terrenos é a principal causa da proliferação. “Os escorpiões-amarelos se reproduzem por partenogênese, ou seja, as fêmeas não precisam de machos para fecundá-las. Por isso, basta a captura de um exemplar em determinado bairro, para considerar a região infestada”, explica o biólogo Ailton Santana Benevenutti.

Fêmea carrega seus filhotes.

Nas imagens feitas por um cinegrafista amador, é possível visualizar dentro de um balde uma fêmea com os filhotes sendo carregados na sua prossoma (superfície superior).

Como evitar a proliferação de escorpiões-amarelos

De acordo com Benevenutti, a melhor forma de prevenir o surgimento de escorpiões é manter jardins e quintais limpos, sem lixo, entulhos, folhas secas e materiais de construção na proximidade das casas; evitar folhagens densas e manter a grama aparada.

É importante também manter muros e paredes rebocadas para evitar a formação de frestas e buracos que podem servir de esconderijo.

Ao contrário de outros animais, não é recomendado o uso de inseticidas e venenos. Isso porque o escorpião possui um sistema de defesa em que, quando se sente ameaçado, bloqueia parte do seu sistema respiratório e apenas volta a respirar ao passar o período de risco.

Para evitar acidentes, também recomenda-se sacudir roupas e sapatos antes de usá-los; não colocar as mãos em buracos, sob pedras e troncos podres; usar telas em ralos do chão, pias e tanques; afastar camas e berços das paredes; e acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes que possam ser mantidos fechados para evitar baratas, moscas ou outros insetos dos quais os escorpiões se alimentam.

O que fazer em caso de acidentes com escorpião

A pessoa que se deparar com um escorpião em sua residência ou ambiente de trabalho, pode acionar a secretaria municipal do Meio Ambiente, pelo telefone (75) 3641 – 8643. A orientação é não tentar matar o aracnídeo, evitando o risco de picadas. Se houver condições, é possível capturar o animal e mantê-lo em um recipiente fechado.

Em caso de picadas, o indivíduo deve limpar bem o local com água e sabão, aplicar compressa morna no local e buscar atendimento imediato o mais perto possível da ocorrência do acidente. Se for possível, o animal dever ser capturado e levado ao serviço de saúde.

Em caso de picadas: não amarrar ou fazer torniquete, não aplicar qualquer tipo de substância sobre o local da picada (álcool, querosene, fumo, ervas), nem fazer curativos que fechem o local e também não cortar, perfurar ou queimar o local da picada.

Wellingthon Anunpciação

Jornalista Especialista em Comunicação Política

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