Opinando

Valença: Farinha pouca meu pirão primeiro

Árvore que não produz nada vira lenha na fogueira

Já dizia Racionais Mc’s “o mundo é diferente da ponte pra cá”, e não seria o inverso quando o assunto é Valença, cidade que promete ser a capital do Baixo Sul, mas que ainda tem muito o que se rever, ajustar, se comprometer e até mesmo engajar.

Mª Aparecida e suas filhas se encontram em situação de vulnerabilidade econômica e alimentar
Foto: Livre Notícias / Nágila Kelly

Entre um bairro e outro, ruas sem saída, histórias de mulheres e homens se cruzam, seja pela dificuldade ou por compartilharem da mesma dor: a fome, que contam com a compaixão de alguns para colocarem comida no prato, para calar a boca de seus filhos que choram, por não saberem qual será a próxima refeição que lamentam por oração uma providência dos céus para acalentar seus corações.

Criticam o ‘Sopão Sustentável’ da prefeitura de Valença, que eu tenho certeza de que nos últimos dias está sendo o único meio de alimentação, vejo críticas de pessoas que não sabem o que é contar moedas no intuito de inteirar a compra de pão, é difícil ser alegre e manter a esperança de que dias melhores virão.

Geisa com seu pequeno filho João Vitor e sua Tia moradoras do Bairro da Águas de março
Foto: Livre Notícias / Nágila Kelly

O que se falta para ‘arregaçar as mangas’ e de fato vestir a camisa? Imagino a agonia de tantas famílias em situação vulnerável instável sem saber como será o dia de amanhã. Eu me orgulho de ti minha terra, mas ultimamente, está difícil te amar, ver meus semelhantes com fome, sem ter com o que se alimentar.

Nágila Kelly

Nágila é estagiária de Livre e formanda em Comunicação Social.

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