Opinando

O fake empodera, mas só os tolos não percebem!

Estava a analisar, enquanto publicitário, que, as fake news lançadas nas redes sociais não param mesmo com os movimentos de comunicação sobre a punição dos criminosos que atuam neste tipo de ação.

Existem inclusive escritórios e agências especializadas na criação de conteúdo, distribuição em massa e focagem em destruição da reputação alheia. Interessados? Vários. Grupos políticos, representantes de políticos, de empresas que atuam na concorrência desleal. Enfim, um pandemônio que tem dado lucro a curto prazo para alguns que se sentem superiores a legislação e aos que contratam.

Porém, o que os financiadores de determinados golpes midiáticos não percebem é que, financiam em altas cifras (por vezes) as campanhas de desconstrução, mas não atingem a reputação de quem pode estar solidificado no mercado com uma boa imagem. Sim, justamente isso, reputação e imagem são áreas completamente distintas, que apenas publicitários entenderão como explanar para leigos no assunto.

Um exemplo disso, ocorreu em Valença, durante as primeiras horas das eleições em 15 de novembro. As 7h24 minutos, recebi em meu whatsapp a informação de que o prefeito Jairo Baptista – na ocasião candidato, teria tido um mal súbito e estava sendo encaminhado para Salvador, capital da Bahia. A ação tinha como objetivo apresentar a fragilidade do candidato a população, porém com sua aparição pública alegando que se encontrava em perfeito estado de saúde, foi possível ler nas redes sociais de quem nem pensava em votar, que iria enfrentar a pandemia apenas para dar o voto ao candidato atacado. A ação que tinha um cunho negativo, fortaleceu o candidato.

Outro case foi um candidato de Elísio Medrado. Com as eleições em mãos, o candidato petista William Panfile – o Professor Panfile, que chegou a pontuar 60% da preferência popular, despencou e perdeu a disputa para seu concorrente Linsmar Moura – PSD, apenas por se vitimizar de forma demasiada. O vitimismo foi-lhe prejudicial a ponto de custar sua eleição e reputação.

Portanto, é comprovado e registrado, que as fake news podem empoderar o alvo do ataque, ainda mais quando se é criada a crítica por um acusador oculto ou alguém sem credibilidade.

Publicidade em todos os campos é arte, atacar não é proibido, se empoderar não é errado, mas não articular é fatal e com fake news é criminoso. Ainda mais quando se sabe de onde saiu, o atacado de forma subliminar pode mandar via catapulta o golpe com o dobro de capacidade a ele injetada.

Wellingthon Anunpciação

Jornalista Especialista em Comunicação Política

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