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Salvador: APLB acusa a Secretaria Municipal de Educação por assediar pais e alunos e diz que vai acionar o MP-BA

A APLB Sindicato (Associação dos Professores Licenciados do Brasil – Secção da Bahia) vai entrar com uma representação no Ministério Público da Bahia (MP-BA) acusando a Secretaria Municipal da Educação de Salvador (Smed) de assediar pais, mães e responsáveis de alunos para garantir que os estudantes compareçam às aulas presenciais.

Nesta quarta-feira (12), o presidente do sindicato, Rui Oliveira, disse que há provas para embasar a denúncia. “Temos vídeos, áudios de mães denunciando que a Secretaria Municipal de Educação. É uma coisa muito grave, uma coação. Estamos tomando providências”, afirmou.

De acordo com ele, os responsáveis pelos alunos relataram que agentes da secretaria entraram em contato e sinalizaram a possibilidade de perda da Bolsa Família, de benefícios da Prefeitura (como cesta básica) e até perda de vaga nas escolas em caso de descumprimento da determinação de retorno às aulas presenciais.

“É assédio moral. Temos vídeos, áudios de diversas mães e pais denunciando esse assédio. Vamos intensificar cada vez mais essa luta em defesa da vida, de encontro ao corredor da morte que são as escolas municipais de Salvador”, acrescentou Rui Oliveira, destacando que a categoria tem uma reunião agendada para as 14h de quinta-feira (13).

Smed nega acusações

A Smed enviou nota negando todas as acusações e dizendo que se trata de “uma acusação descabida”. “A chantagem jamais fez parte das práticas da gestão municipal, tanto da atual, quanto das duas anteriores. O órgão deixa claro que a distribuição de cestas básicas para os alunos da Rede Municipal, instituições conveniadas e Pé na Escola está ocorrendo normalmente, conforme o cronograma divulgado”.

De acordo com a pasta, a Prefeitura está na quarta rodada de entregas de alimentos do ano de 2021. “São cerca de 161 mil cestas básicas com 12 produtos. Contando com a etapa atual, só neste ano, somam-se 650 mil cestas básicas, que totalizam 9,1 mil toneladas de alimentos. Desde a suspensão das aulas, em março de 2020, contabilizam-se 2,4 milhões de cestas básicas e mais de 35 mil toneladas de alimentos”, informou. As informações são do bahia.ba.

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