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“As mulheres precisam se unir de verdade”, diz formanda em psicanálise

Renata Magalhães falou sobre feminicídio, igualdade de gênero e empoderamento feminino

Renata Magalhães
Foto: Wellingthon Anunpciação

A Administradora de empresas, Pedagoga e especialista em Metodologia do Ensino Superior, Renata Magalhães, cedeu entrevista na Rio Una FM nesta segunda (08), dia de mobilização em prol das políticas públicas em favor das mulheres e falou de temas considerados polêmicos em entrevista ao jornalista Wellingthon Anunpciação.

Renata declarou achar injusto a desigualdade entre os gêneros, destacou ser inaceitável a mulher ganhar menos que o homem em diversos espaços do campo profissional. “Precisamos também tomar cuidado para que não comemoremos demasiadamente aquilo que é direito nosso e o mais distante se mostre difícil e barreiras sejam criadas. Que possamos lutar e progredir na luta”, disse.

A formanda em psicanálise analisou o cenário das mulheres que são comandantes de família e se sentem só por falta de companheiros ou companheiras. Na opinião de Magalhães é necessário que as mulheres se preencham, se completem, estejam equilibradamente feliz e “esteja bem consigo mesma”. A opinião de Renata trouxe outras discussões por parte de ouvintes que enviaram questionamentos sobre o tema, algumas até que tiraram duvidas sobre como possuir autoestima.

Na pauta da violência feminina, Renata defendeu as mulheres que se encontram presas emocional e financeiramente aos relacionamentos. “É preciso entender esta mulher, é necessário que compreendamos que a mulher se encontra dependente, seja pelo financeiro ou pelo sentimento, e não cabe a nenhum de nós julgar, temos a obrigação de acolher, de apoiar”, disse.

Na área das eleições, a pedagoga defendeu a presença de mulheres na estação política, mas deixou claro que é preciso que a mulher seja autora de sua história na politica partidária, fazendo valer o projeto e empoderar o coletivo.

Fechando a participação no programa De Cara com a Verdade, a entrevistada trouxe a tona a fala da necessidade das mulheres estarem unidas. “É preciso estarmos unidas. Porque detonar a outra mulher? Porque fazer o mal a quem apenas esta crescendo, ou então porquê desejar ver a outra no chão para se estar de pé?”, refletiu acerca do posicionamento de competitividade feminina desnecessário em ambientes, por vezes, profissionais e pessoais.

Raylane Santos

Raylane Santos é jornalista de Livre Notícias e Analista de Figuras Públicas.

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