Pimenta com veneno

Com entrevista sofrível, Nadinho perde chance de explicar plano de governo

*Por Wellinghton Anunpciação

Das coisas que mais observo nestas eleições, uma é a preparação dos candidatos que pensam em gerir suas cidades. Ontem (30), foi o dia da entrevista do candidato Marinaldo da Silva – o Nadinho do PSD, 33 minutos de entrevista onde os colegas Raquel Oliveira e Ricardo Lemos, apenas deram chances do empresário se sair bem com temas importantes e fáceis, sem causar nenhum constrangimento, mas o prefeitável só falava que “ia fazer projetos”.

Marinaldo Silva, o Nadinho. Foto: Redes Sociais

A insegurança de Nadinho no microfone também foi sentida pelo público logo na primeira pergunta, inseguro para responder o porque queria ser prefeito ele respondeu suas funções como coordenador de campanhas passadas e falou que faria mudanças, sem responder quais.

Questionado por Lemos sobre as mudanças que seriam feitas, Nadinho disse que iria priorizar as estradas e fazer “um grande projeto na agricultura”, mas sem pontuar qual. Em seguida citou os anos que já estava envolvido no processo, certamente lembrando quando fez parte do governo de Antônio Brito – o Toinho do Banco. O entrevistado ainda lembrou das eleições de 2018, depois voltou a falar das estradas repetindo a palavra por mais de 15 vezes. “Estes investimentos que vamos trazer é que fará a grande mudança em Taperoá”, disse sem citar viabilidade, projeto e até mesmo ideias para o momento.

Na área de ação social, Marinaldo citou que fará justiça social tentando empacotar a palavra apenas com os serviços da secretaria de Ação Social, da prefeitura local, demonstrando não saber que justiça social esta diretamente conectada a direitos básicos de educação, saúde, mobilidade, acesso a justiça, igualdade racial e etc.

O momento mais sofrível do candidato foi quando ele foi redundante em dizer que iria administrar. “Com nosso grupo é administração, não é oba oba, com nosso grupo é administração não é promessa nem enganação. Com nosso grupo é administração”, dizia de forma repetitiva sem explanar o conceito de administração.

Na educação, Nadinho mostrou despreparo e desconhecimento, quando disse que “estaria trabalhando isso para dar equilíbrio na educação”, mas o que seria o isso falado? Depois ele prometeu sistematizar, mas sem dizer como seria a conexão do sistema na facilidade e praticidade do alunado. “Vamos sistematizar a educação, mas com olhar pro aluno e professor”, citava.

Nadinho prometeu ainda fazer credenciamento de todas as empresas de Taperoá, mas sem dizer a legalidade, tampouco pra que serviria isso na educação.

Nadinho ainda falou de ações que teria realizado dentro do governo de Toinho do Banco, tomando o crédito para ele em um processo totalmente dessincronizado, qual não permitia técnicos, tampouco entendedores de gestão entender o cronograma que seria realizado.

Quando teve a chance de falar como irá evitar o êxodo de jovens da cidade, Nadinho fez pedidos. “Gente vamos valorizar nossa cidade, vamos gerar emprego”, disse Nadinho sem citar o projeto de manutenção da juventude, ainda disse que os jovens saem para outros locais. “Por isso que nossos filhos saem pra Morro de São Paulo, Santa Catarina, vão ser telemarketing”, disse Nadinho.

Na saúde, Nadinho disse que ia olhar pelo hospital, mas faltou apresentar o projeto de inserção de atendimento de média e alta complexidade.

O candidato a vice-prefeito, Argenildo Costa, o Gana do PSD, em sua fala seguiu chamando Nadinho de “cabelo mole”, e por mais vezes direcionou o segundo apelido ao candidato, justificando que conhece toda zona rural.

Por fim Argenildo disse que iria contribuir com o governo. Se deixassem Gana falar mais, com certeza ele apresentaria projetos, porém Nadinho ainda teve direito a mais 2 minutos de fala e alegou que as perguntas juntas trouxe dificuldade e não sincronizou as ações.

Wellingthon Anunpciação

Jornalista Especialista em Comunicação Política

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