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Conselho tutelar do ES tentou convencer menina de 10 anos a não abortar, diz secretário

O Conselho Tutelar do Espírito Santo e os médicos que atenderam a menina de 10 anos, vítima de estupro tentou convencer a criança a não interromper a gravidez. Foi o que afirmou o secretário da Saúde do estado, Nésio Fernandes. Segundo ele, que tentou autorização para a realização do aborto, argumentos religiosos foram utilizados pelos profissionais.

Nésio disse ainda que os profissionais consideraram que a menina tinha “estrutura” para conceber o feto. “Recebi a avaliação do obstetra do município dizendo que a criança tem pelve de 13 anos e que, por isso, podia parir. Coisa horrorosa. Naquele momento, determinei que a Superintendência Regional de Saúde providenciasse a imediata transferência da criança para a referência estadual do Hospital das Clínicas, o que ocorreu na sexta-feira e, no sábado, ela foi avaliada. Com a negativa da realização do procedimento, a gente conseguiu que o serviço em Pernambuco a atendesse no dia seguinte”, relatou ele, à Folha de São Paulo.

De acordo com o Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, Nésio afirmou ainda que foi enfrentada muita intolerância religiosa do Conselho Tutelar. “É muito comum que a abordagem no Conselho Tutelar, nos serviços ambulatoriais municipais, e as condutas sejam conservadoras”, constatou. Nésio é evangélico da Igreja Batista, mas alega que valores moralistas não podem ser um impeditivo de acesso aos direitos.

O secretário apontou ainda que não há estrutura adequada para o procedimento de aborto no estado e, portanto, se a criança tivesse abortado lá, teria sido colocada em risco. “A opção de transferi-la para Pernambuco foi o que garantiu a ela a melhor opção terapêutica. Então, a tradução da recusa do Hospital das Clínicas precisa ser muito bem cuidada para a gente não cometer injustiça, porque, se tivessem realizado o aborto no hospital, talvez não teria tido o mesmo desfecho, porque existem etapas do processo de antecipação do parto que não teriam sido realizadas e poderiam gerar uma polêmica muito maior”, explicou, ao dizer que ainda não há especialistas em medicina fetal na rede pública e privada do Espírito Santo.

O Conselho Tutelar do Espírito Santo e os médicos que atenderam a menina de 10 anos, vítima de estupro tentou convencer a criança a não interromper a gravidez. Foi o que afirmou o secretário da Saúde do estado, Nésio Fernandes. Segundo ele, que tentou autorização para a realização do aborto, argumentos religiosos foram utilizados pelos profissionais.

Nésio disse ainda que os profissionais consideraram que a menina tinha “estrutura” para conceber o feto. “Recebi a avaliação do obstetra do município dizendo que a criança tem pelve de 13 anos e que, por isso, podia parir. Coisa horrorosa. Naquele momento, determinei que a Superintendência Regional de Saúde providenciasse a imediata transferência da criança para a referência estadual do Hospital das Clínicas, o que ocorreu na sexta-feira e, no sábado, ela foi avaliada. Com a negativa da realização do procedimento, a gente conseguiu que o serviço em Pernambuco a atendesse no dia seguinte”, relatou ele, à Folha de São Paulo.

De acordo com o Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, Nésio afirmou ainda que foi enfrentada muita intolerância religiosa do Conselho Tutelar. “É muito comum que a abordagem no Conselho Tutelar, nos serviços ambulatoriais municipais, e as condutas sejam conservadoras”, constatou. Nésio é evangélico da Igreja Batista, mas alega que valores moralistas não podem ser um impeditivo de acesso aos direitos.

O secretário apontou ainda que não há estrutura adequada para o procedimento de aborto no estado e, portanto, se a criança tivesse abortado lá, teria sido colocada em risco. “A opção de transferi-la para Pernambuco foi o que garantiu a ela a melhor opção terapêutica. Então, a tradução da recusa do Hospital das Clínicas precisa ser muito bem cuidada para a gente não cometer injustiça, porque, se tivessem realizado o aborto no hospital, talvez não teria tido o mesmo desfecho, porque existem etapas do processo de antecipação do parto que não teriam sido realizadas e poderiam gerar uma polêmica muito maior”, explicou, ao dizer que ainda não há especialistas em medicina fetal na rede pública e privada do Espírito Santo.

Via Bahia Notícias

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