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Pandemia obriga venda de imóveis, e placas de “vende-se” se acumulam na capital

A oferta cresceu cerca de 20% no setor de imóveis, em crise há cinco anos

A pandemia apertou o orçamento de muitos brasileiros, que passaram a usar das mais diversas alternativas para pagar as contas com mais tranquilidade. Ter mais dinheiro nesse momento de crise foi um dos motivos que fizeram o funcionário público Roberto, 50 anos, vender sua casa em Vilas do Atlântico. Ele não é o único. De acordo com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci-BA), a quantidade de imóveis usados postos à venda aumentou em 20% desde abril.

Segundo o diretor de Patrimônio do Creci-BA, José Alberto de Vasconcellos, são imóveis de 2 e 3/4, entre R$ 200 mil e R$ 800 mil, nos principais bairros comerciais como Costa Azul, Pituba, Itaigara, Barra, Brotas e Imbuí.

Alguns proprietários são empresários que estão com os seus negócios parados e precisam de dinheiro para pagar as dívidas que já tinham e os débitos que surgiram com a pandemia. “A grande maioria quer usar o dinheiro para manter suas empresas durante a pandemia, como se fosse um capital de giro”, disse Vasconcellos.

Ele destacou outros fatores que alavancaram a oferta de venda de imóveis em Salvador. “As pessoas estão sem empregos e, por isso, querem vender para morar no interior, onde o custo de vida é menor e tem onde ficar na casa de parentes. Outros estão vendendo para ir morar de aluguel”, relatou Vasconcellos.

Via Correios

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