Opinando

O mercado político ilegal da regulação

Não é fato atual o comportamento de alguns políticos frente a necessidade do povo quando se fala em serviço de media e alta complexidade no estado baiano. Há uma subclasse política que quando buscada sentem-se com a faca e o queijo nas mãos para fazer toda a rota para que aqueles que no desespero buscam salvar a vida de um ente, tornem-se um fiel grato.

Se fosse só pela gratidão, seria uma maravilha, mas o que mais atinge a dignidade destes necessitados é quando se começa uma exposição por quem fez, quem não fez, quem deveria fazer e não fez e existem até os propagadores de que “se estava buscando”. Nesta época política então isto tende a aumentar, porque todos que têm seus contatos na capital do estado, ou um pé dentro do setor de regulação médica, irão de certo amplificar a fala de que somente estes resolvem, quiçá bloquear os pedidos dos concorrentes políticos, se é que me entendem.

A busca pela regulação através classe de políticos, de fato, é algo rápido, os méritos ajudam muito, porém a publicidade dos correligionários faz com que o ato se torne nulo, pois o que era direito do povo, tornou-se marco de aumento de capital político de líderes ou pseudo-líderes que jamais na história de algumas cidades da Bahia tomaram nenhuma postura para aumento de oferta de leitos de tratamento intensivo especializado, isso para não perderem por vezes seus méritos com determinada cúpula, quiçá seu emprego.

Destaque, para não ser falho em minhas colocações, para a atitude positiva e justa do deputado Raimundo Costa (PL) que conseguiu dar o primeiro passo para instalação das UTI’s no município de Valença, cidade polo do Baixo Sul da Bahia, que agora com o aporte financeiro enviado pelo Governo Federal, de pronto, terão estes leitos com melhor aporte para salvamento de vidas do Baixo Sul.

Por fim, um conselho aos políticos que querem ser lideres em plena pandemia, que torcem pela miséria alheia para destacarem-se como úteis: Prestem seu apoio calados, não justifiquem quem fez, como fez, se a regulação chegou em tempo ou fora do tempo, façam calados os trabalhos sociais que se despuseram a fazer, não pelo poder, mas pela essência. As pessoas estão cansadas, cansadas dos áudios de correligionários alegando quem fez, quando fez, que horas fez. Deixem isto para as famílias, elas sim tem o direito de enaltecer nomes, pois delas é a memória fixa do ente salvo ou não salvo pelos atos dos senhores.

Já chega! O povo agoniza, fingem até que respeitam, mas no fundo lamentam determinados atos de quem diz que esta “fazendo o bem aos pequeninos”, que, deveriam ser transformados em gigantes por sentirem seus direitos plenamente salvaguardados, mas ficam nas mãos dos que buscam e miram o poder, somente o poder.

Wellingthon Anunpciação

Jornalista Especialista em Comunicação Política

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