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Cairu: Infectologista diz que secretaria de Saúde falhou nos procedimentos

Segundo Rubem Junior cabe teste rápido desde a confirmação

Livre consultou o infectologista Rubem Junior acerca da situação de confirmação de Covid-19, pós morte de uma mulher de 77 anos no distrito turístico da Gamboa, município de Cairu, Baixo Sul da Bahia, e após tomar conhecimento dos procedimentos adotados uma série de anotações foram feitas pelo profissional, que classificou como falha a atuação da secretaria de Saúde de Cairu, comandada pela assistente social Italuana Guimarães.

Segundo Rubem, se a paciente procurou o posto de Saúde da localidade e ao menos apresentou dois sintomas da doença, inclusive ao falta de ar, deveria obrigatoriamente ter sido feito a testagem da mulher. Alegou ainda que após o óbito e a confirmação tardia da portabilidade da doença testes rápidos deveriam ter sido feitos na população da ilha de forma seleta pela equipe responsável pelo mapeamento da rede de contatos e inclusive em vizinhos que tiveram contato com a vítima.

“Houve falha em todo o momento. O maior dano ainda estará por vir se o município não tiver testes rápidos para boa parte desta população”, justificou Rubem.

Velório com caixão aberto
Segundo informações não confirmadas por Livre, a equipe da funerária que preparou o corpo para entrega aos familiares, também não utilizou os equipamentos de proteção individual necessários.

Após a informação de que não houve velório com caixão aberto e presença maciça de pessoas da comunidade, tomou conta das redes sociais comentários opostos, segundo moradores houve toda cerimônia e acesso ao corpo por parte de familiares e outros presentes, postura que contrapõe a fala da prefeitura de Cairu.

Rubem aponta mais uma falha da secretaria de Saúde, e o serviço de Vigilância em Saúde, afirmando que se houve suspeita do caso e, pelo menos, a coleta cabia a decisão do prefeito em mandar uma equipe especializada realizar o sepultamento sem nenhuma presença, haja vista a possível infecção de familiares.

“Se o gestor quiser controlar alguma coisa, deve no mínio fechar a ilha a partir de então para salvaguardar a vida de outras pessoas”, apontou a solução, o infectologista.

Wellingthon Anunpciação

Jornalista Especialista em Comunicação Política

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