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Prefeito de Taperoá pagou mais de R$118 mil para desinfecção de ruas

Mesmo tendo pago a desinfecção mais casos apareceram na cidade

Em plena pandemia do Coronavirus, o prefeito Rosival Lopes (DEM), de Taperoá, no Baixo Sul da Bahia, criticado pela não inserção de barreiras 24hs no município, dispensou licitação para contratar uma empresa de Alagoinhas, no Litoral Norte e Agreste da Bahia, com o objetivo de dedetizar “algumas ruas de grande circulação no município” pelo valor de R$ 118.431,19.

Alguns vereadores teceram críticas à contratação da empresa, que não é exclusiva na Bahia, uma vez que mais de 30 instituições nas cidades circunvizinhas a Taperoá fazem o mesmo serviço, inclusive com valores orçados 70% menor qual o alcaide contratou, sem fazer a cotação devida neste momento qual a contingência dos gastos públicos devem ser primadas, além de publicar 15 dias depois o ato de contratação, que esta com data de 09 de abril.

A empresa
Livre, através de um correspondente da cidade Alagoinhas, checou a existência física da empresa a comprovou que a instituição é de pequeno porte. Em sua fachada já estiveram até informe de vendas de ingressos de show de cantor, além da propaganda de serviços de desinsetização geral, licenciamento ambiental, paisagismo, capina química e outros.

Com relação as questões fiscais o CNPJ apresenta duas situações. A primeira no site da prefeitura de Alagoinhas, quando se tenta capturar a certidão negativa de débitos municipais, o sistema informa que não localizou o cadastro informado, e a segunda é para aquisição de certidão negativa de débitos da União, a informação que surge é que não existem dados suficientes para emissão do documento.

Fachada da empresa contratada para atividade em Taperoá. Foto: Google Maps

Outra situação é o capital para abertura da empresa em 2007, de R$15 mil, que se mantém até hoje, sendo que as atividades complexas como sanitização exigem um fundo bem maior de capital para giro, uma vez que os materiais em sua maioria são comprados em outro estado, já que a empresa não fabrica.

Em contato com o telefone, que consta na fachada da empresa, o proprietário por whatsapp orçou como de R$2 a R$5 o valor do metro quadrado. Ou seja, de 23.686 a 59.215 metros quadrados devem ter sido sanitizados no município.

Comparativo
Em Valença, no Baixo Sul da Bahia, a secretaria de Meio Ambiente, da Prefeitura, montou um carro para fazer a sanitização, atividade que tem dado certo com um gasto irrisório.

O veículo de sanitização de Valença, faz limpezas em viaturas e outros veículos oficiais. Foto: ASCOM/PMV

Segundo o diretor do departamento, Dilson Souza, a montagem do equipamento que fica na caçamba de um veiculo de pequeno porte, custou R$3 mil, sem contar os insumos para a limpeza. O gasto mensal sai por menos de R$10 mil.

Wellingthon Anunpciação

Jornalista Especialista em Comunicação Política

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