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Taperoá poderá colapsar se não mudar a rota, opina infectologista

Município é o que mais tem casos no Baixo Sul atualmente

Embora reformado, o Hospital Iomar Meireles, não foi estruturado devidamente. Foto: Arquivo Livre 2016

Estrutura hospitalar sem equipamentos emergenciais para respiração mecânica, sem veículos para transporte com unidade de terapia intensiva a disposição, o município de Taperoá, no Baixo Sul da Bahia, poderá viver momentos de tensão nos próximos dias.

Isso porque após 48 horas da aparição do primeiro caso de Covid-19, doença causada pelo novo virus Corona, mais outros dois casos foram testados positivo hoje (17), ou seja, a possibilidade da contaminação comunitária já existe, segundo o infectologista Rubem Junior, consultado por Livre, ele explica que o prazo da aparição dos primeiros sintomas no primeiro testado só veio dias depois da contaminação. “Caso não haja um rastreamento inteligente e ágil para monitoramento as previsões não são boas”, justificou o infectologista.

Rubem ainda diz que se a estrutura não estiver alinhada para uma equipe que estabilize o paciente para seguir viagem a um município com hospital de atendimento em alta-complexidade, o início da perda do socorrido já pode se dar inclusive no atendimento do SAMU ou na recepção do hospital (desequipado).

O município, que mantém barreiras apenas 12 horas diárias, pode vir a ter mais problemas já que, segundo vereadores, existem pessoas oriundas de outros estados na calada da madrugada entrando na cidade e se camuflando em residências familiares.

Com o comércio aberto, as chances de contaminação são ampliadas, porque nem todos os 21 suspeitos, segundo informações recebidas por Livre, cumprem o isolamento. “As pessoas aqui estão saindo, e são pessoas que tiveram contato com um infectado”, contou uma fonte.

O prefeito de Taperoá, Rosival Lopes (DEM), não atendeu as ligações de nossa redação para comentar sobre o assunto.

Socorro em Ituberá
Em Ituberá, cidade vizinha, a prefeitura local prometeu um espaço para cuidar dos pacientes da microrregião testados positivo, montado com verba oriunda de emenda do deputado Raimundo Costa (PL), que alocou R$500 mil para que os investimentos sirvam para equipar o local, mas até agora ainda não foi estruturado o espaço e moradores seguem preocupados com a circulação de doentes na cidade.

Wellingthon Anunpciação

Jornalista Especialista em Comunicação Política

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