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“É desumano o que fizeram”, denuncia ex-funcionária da Maricultura sobre demissões sem pagamento de direitos

Após demissões em fevereiro funcionários receberam R$ 1mil

Mari Cruz, 32 anos, funcionária da Maricultura da Bahia da área de beneficiamento, desde os 25 trabalhou das 07hs da manhã até as 16hs48min, até ser demitida junto com mais 199 pessoas em uma tarde de um dia do início do mês de fevereiro, depois que passou no setor de Recursos Humanos da empresa e atualmente passar privações em detrimento da demissão e falta de cumprimento com os direitos dos funcionários por parte da exportadora.

Mari diz que precisa do pagamento de rescisão que empresa a deve.

Em um vídeo, Mari conta as suas dificuldades para manter-se, pois, segundo ela a empresa não cumpriu com as verbas indenizatórias frutos de rescisão contratual. “Tenho filhos para alimentar. Sou pai e mãe deles”, desabafa.

Maricultura deu outra versão
A diretoria da Maricultura, em três vezes que o jornalista Wellingthon Anunpciação, dirigiu-se ao escritório para buscar explanações foi informado que não havia hora marcada e não seria possível o atendimento, e em uma última tentativa o biólogo da empresa, Cristiano, fez contato informando que a situação foi causada pelos próprios ex-funcionários que não levaram a carteira para que fosse dado a baixa contratual. “Todos levaram e já foi dado baixa, menos 4 ou 5 pessoas. A empresa apenas aguarda que eles compareçam e podem utilizar o transporte para chegar até lá sem custo”, escreveu Cristiano Martins pela rede social whatsapp.

Sindicato se posicionou
Elzanete Bahia, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Fabricação e Conserva de Pescado do estado da Bahia, relatou que audiências por videoconferência ocorreriam nesta segunda (13) e terça (14) com um grupo de 46 ex-funcionários, na sede do próprio sindicato.

As oitivas ocorreram por conta de um pedido do Sindpesca ao Tribunal Regional do Trabalho, tendo em vista a emergencia e complexidade da situação neste momento de pandemia em que muitos funcionários não poderão pedir auxílio do governo, caso ainda tenham qualquer tipo de vínculo empregatício, tampouco o seguro desemprego, que é direito de todos.

Os valores das verbas rescisórias não foram acessados por Livre, mas se sabe que a empresa pensa em se desfazer de alguns bens para pagar aos funcionários, já que fontes extraoficiais informaram que nem acesso a crédito bancário o CNPJ da empresa não tem.

Wellingthon Anunpciação

Jornalista Especialista em Comunicação Política

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