Colunista

O pior vírus é o humano

*Por Fábio Nogueira
Vivemos momento de crise sanitária mundial. A COVID 19 veio para mudar hábitos e alarmar a sociedade com o medo de contaminação. Fomos todos orientados pelas autoridades sanitárias a ficar em casa e, principalmente, cuidar da higiene, sobretudo lavar as mãos e utilizar de produtos específicos, sobretudo o álcool gel, líquido e máscaras.

Incrivelmente, em um momento de tensão, com a população alarmada, alguns comerciantes de nossa cidade estão aumentando os preços dos produtos para valores estratosféricos. Onde já se viu a um álcool gel, que antes era cobrado em valores módicos, com valores 3.000% a mais? Ganância, quando o vernáculo deveria ser solidariedade.

Primeiro, minha opinião como advogado: tal conduta é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor. O art. 39, X do CDC fala que é proibido ao comerciante elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços. Se você cidadão verificar que isso está acontecendo, denuncie! Procure o Ministério Público, o PROCON, a imprensa! No popular, coloque a boca no trombone! Isso é ilegal, abusivo e proibido.

Agora falo como cidadão: recordo-me, nesse momento difícil, do Homem de Nazaré… “Amai-vos uns aos outros” (João 13:34). Não foi assim que Ele disse? Nesse momento de intranquilidade, até mesmo desespero, nossos amigos comerciantes, juntamente com poder público, devem deixar o capitalismo um pouco de lado, o pensamento de lucro desenfreado de canto, e se unir, como todos estão fazendo. Esse momento é especial, em que todos precisam comungar para que a tormenta se acalme.

Cobrar valores absurdos por produtos básicos, agora, é fazer crer que nosso verdadeiro inimigo não é a COVID 19, mas o ser humano. Não queremos acreditar nisso, jamais!

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