Opinando

Se subirem as portas, não esqueçam, potencializem as barreiras

Bem, todos já perceberam, não é?

Depois do discurso sem palavras consensuais do presidente – suspeito de portar Covid-19 – Jair Bolsonaro, ocorreram algumas reflexões – saliento científicas – por parte da revisão de medidas tomadas para evitar que cidadãos sejam hospedeiros virais na sociedade.

Estradas de acesso a municípios de todo o país – em sua maioria – bloqueadas, comerciantes preocupados com o fechamento de lojas em razão da forçada quarentena, rotina alterada na educação com prejuízos educacional, que afeta ainda mais o brasileiro. Realidade esta que pode se modificar, depois do posicionamento de cientistas e estudiosos do tema.

Em alguns municípios do Brasil, a rotina já está retornando. Mas com um foco: Educar o brasileiro a dirigir-se as ruas por extrema necessidade, isso para não criar aglomerações, já que fica mais prática a contenção viral. Porém, analisando friamente o pedido do governador Rui Costa (PT), da Bahia, para que o comércio voltasse a funcionar e as estradas fossem liberadas, se percebe que o governo entrou em um processo de divisão entre a manutenção da economia baiana e a manutenção da saúde dos baianos. E qual o modo de solução disso? Alguém se arrisca?

Isso mesmo, que todos são contra, mas com organização dá pra fazer segundo a ciência, retorno gradativo de atividades comerciais, como já fez o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). População nas ruas com controle e proteção, convivendo com o virus – sim, o vírus não vai sair assim, todas as autoridades são cientes que ele causará mortes, que podem ser evitadas com as medidas tomadas, porém, ele conviverá no planeta Terra e não será eliminado como nenhum outro foi, certamente contido após o tempo de estudo para a criação e distribuição mundial da buscada vacina.

Ah! Bolsonaro, sim, talvez tenha feito a sandice dele de caso pensado para expor a todos: Senado, Congresso, imprensa, OMS, já que ele tinha privilegiadas informações e usou o modo brutus para informá-las a todos nós. Não estou dizendo que ele fez o correto, estou entendendo o que você entendeu. Porque ontem, após o discurso, em que todos se expuseram ao ridículo criticando, estão gradativamente seguindo a “loucura” do Capitão? Por quê?

Teria Bolsonaro criado um “corredor de achatamento” aos governadores? Já que ele discursa na linguagem da classe C, para que os 60% de trabalhadores informais que sustentam este país pressionem os governos estaduais de baixo pra cima e ele confortavelmente achata de cima para baixo. Com isso até saindo bem quisto pela opinião pública.

Bem, estou aqui, imparcialmente apreciando este jogo de xadrez, onde as damas e os reis não estão mais tão confortáveis e precisarão dar espaço aos peões, que por sua vez não serão contidos por estarem na direção dos bispos.

Agora ficou apenas uma opção para os municípios que não querem ter casos positivos na população e os prefeitos que não querem ficar mal com as Câmaras de Dirigentes da vida: Potencializar as barreiras sanitárias de acesso as cidades que estão livres de “la plaga” e controlar quem entra, porque entra, por onde vai e monitorar saída, principalmente para que não haja entrada de hospedeiros do vírus. Caro? Sim sai caro! Gasta-se talvez até menos com o que já se planeja gastar para contenção viral sem tática, já que os preços estão estratosféricos principalmente no que se engloba equipamentos de proteção individual.

Repito que este texto não tem cunho político, mas tático, já que o planejamento estratégico é único em todo o país. Quem aproveitar-se deste mecanismo certamente obterá sucesso e poderá ser modelo para tantas outras cidades. Isso se a política de interesses não atrapalhar o projeto que é livrar o povo da Covid-19, né isso gente?

Wellingthon Anunpciação

Jornalista Especialista em Comunicação Política

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