Notícias

Comerciantes de Valença abusam e aumentam preço do álcool gel e máscara

População pediu providências após a comercialização com valor superavitado em 800%

A possível chegada do Coronavirus a Valença, no Baixo Sul do estado, deixou a procura por produtos componentes do kit de proteção bastante concorrida. E como é de praxe comercial, os produtos mais buscados, são os que tem preços elevados.

Porém nesta terça (17), os limites foram ultrapassados em Valença, no que se diz respeito a tabela de venda dos produtos. Comerciantes aumentaram em 800% o preço do álcool gel e máscaras nos estabelecimentos tipo farmácia e utensílios domésticos.

“O governo municipal poderia tabelar estes produtos para que fiquem acessíveis a mais pessoas?”, questionou a consumidora que fez a denúncia ao jornalista Wellingthon Anunpciação.

Livre fez investigação e descobriu que uma farmácia e uma loja de utensílios são as responsáveis pelo superfaturamento na venda.

Comunidade prestou queixa
O jornalista Wellingthon Anunpciação, foi quem esteve no Ministério Público ofertando denúncia perante a situação que causou desconforto na comunidade.

Álcool em gel de R$80,00!?Vamos acabar com esta patifaria!Denunciei no MP a esculhambação dos estabelecimentos que estão cobrando até 800% o valor do álcool gel e máscaras em Valença.O Ministério Público do Estado da Bahia estará tomando as medidas cabíveis ainda esta semana.#Denuncia #AcabouOMilhoAcabouAPipoca #CoronaVirusNaoEBrincadeira #SuperavitaçãoNão #ComSaudeNaoSeBrinca#CoronaVirus #ValençaTemLei

Posted by Wellingthon Anunpciação on Tuesday, March 17, 2020

MP se posicionou
O Ministério Público do Estado da Bahia posicionou-se e irá apurar todos os estabelecimentos farmacêuticos da cidade além de orientar as práticas corretas para que os habitantes tenham acesso a mercadoria.

Argumentos
Livre separou alguns argumentos que comerciantes utilizam para justificar o alto valor da cobrança.

Argumentos a favor Argumentos contra
Preço alto impede que pessoas de baixa renda tenham acesso Preço alto ajuda a regular a oferta e evita que pessoas estoquem à toa
Governo deve limitar o lucro de empresários que se beneficiam da alta procura Limitação do preço desestimula a produção e venda; crise de abastecimento piora
Livre mercado prioriza lucro e não garante bem-estar social A busca de interesses individuais coincide com o bem-estar coletivo
Governo pode e deve usar recursos públicos para disponibilizar bens e serviços que o mercado não dá conta Tabelamento cria mercado paralelo, mais caro e de menor qualidade

Wellingthon Anunpciação

Jornalista Especialista em Comunicação Política

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo