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Terreiro de Candomblé em Valença foi alvo de ataque, denuncia Ialorixá

Ialorixá aponta filhos biológicos como responsáveis pelo ato

Adenilza repudiou o ato usando as redes sociais. Foto: Richard Mas

Terreiro de Candomblé, de nação Ketu, situado no bairro da Bolívia, em Valença, Baixo Sul do estado, sofreu ataque e violação patrimonial, na última sexta (13), no final da noite.

Através de uma rede social, a Ialorixá Adenilza Barbosa, conhecida popularmente como Morena Bela, manifestou o seu repúdio sobre o ocorrido denunciando a Intolerância Religiosa, e os danos praticados por alguns de seus filhos biológicos. 

“Infelizmente os intolerantes estão do nosso lado e não nos damos conta. É muito triste essa situação, filhos desconhecerem sua própria Mãe. Graças a Deus e os Orixás, não conseguiram me agredir, porém invadiram o espaço que eu cultuo minha religião, quebraram quartinhas, viraram apotis (bancos)”, declarou Mãe Morena Bela.

Legislação
O artigo 5º da Constituição Federal de 1988 garante que o Estado brasileiro é laico. Já a lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997, prevê punição para crimes de discriminação, ofensa e injúria praticados em virtude de religião, raça, cor, etnia, procedência nacional.

A referida lei prevê punição de um a três anos de reclusão e aplicação de multa para quem praticar ou incitar qualquer ato discriminatório por motivo de, entre outros fatores, prática religiosa. 

Segundo o Ministério Público, em 2016, o número saltou para 759 casos de violência religiosa em todo Brasil(no primeiro semestre de 2017 foram 169 casos). Os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo são os recordistas de ocorrências. 

No facebook, Morena Bela desabafou sobre o ocorrido. Foto: Print

Wellingthon Anunpciação

Jornalista Especialista em Comunicação Política

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