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Empresa Dattoli explica situação do terminal e proprietário alega perseguição

Segundo Luís, acusações atribuídas a ele são feitas por questões políticas

Após matéria veiculada em Livre, acerca da situação do Terminal Hidroviário de Valença, no Baixo Sul do estado, a empresa Dattoli Transportes, administradora atual do espaço, em contato, buscou prestar esclarecimentos da situação.

O empresário Luis Dattoli, foi quem recebeu a equipe do site no escritório da empresa para o que ele chamou de “seção de esclarecimentos”.

Na fala do empresário, desde quando a empresa Dattoli recebeu o Terminal Marítimo para administração – que antes era gerida pela Associação de Transportes Marítimos – ASTRAM, que levou 10 anos usufruindo do espaço e tinha o comando de Romilson Muniz – o local estava depredado, com as estruturas danificadas, bem como inadequação de segurança do espaço que desabou.

“Na época em que recebemos o espaço, fazendo as nossas avaliações, verificamos que não se podia continuar a ocorrer carga e descarga alí (local do desabamento), pois colocava a vida dos próprios estivadores em risco. Mas infelizmente, por questões de interesses, a Associação de Estivadores derrubou toda nossa estrutura de contenção e invadiu o espaço”, explica Luis, que disse ainda ter montado uma estrutura na Orla de Valença com toldo e píer, para que os estivadores pudessem realizar seus trabalhos com segurança, mas ainda assim, segundo ele, houve insistência de permanência no local condenado.

“Ainda bem que o espaço que hoje cedeu, não tinha ninguém dentro, porque agimos com precisão. Mas me pergunto, e se um pai de família estivesse alí e morresse? Será que por política também iriam me culpar?”, questiona.

Invasão
Livre teve acesso a um vídeo amador, onde estivadores, com o presidente da Associação e um homem que apresenta-se como advogado, certamente da classe, desconstroem as barreiras postas pela Dattoli Transportes para contenção do local. No trailer ainda é possível ver o advogado e os estivadores comandando toda ação para a reutilização do espaço condenado.

Perseguição
Luis alega perseguição. Diz que mesmo com o espaço interditado, por questão de segurança e não tendo obrigações montou outro local para os estivadores trabalharem. E se questiona por quê ninguém teve questionamentos sobre relatórios de reforma feitos pela antiga empresa.

Estivadores rompem barreiras e usam espaço que desabou nesta terça (10).


Wellingthon Anunpciação

Jornalista Especialista em Comunicação Política

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