Petrobras: óleo que vazou foi extraído de três campos na Venezuela

Vazamento teria ocorrido no Oceano Atlântico, em uma região no caminho de uma corrente marinha que vem da África

Após analisar 30 amostras do petróleo que atingiu praias do Nordeste, a Petrobras informou nesta sexta-feira (25) que o material foi extraído de três campos de produção na Venezuela.

Em entrevista coletiva, o diretor de Assuntos Corporativos da estatal, Eberaldo Neto, disse que a companhia agiu logo que foi acionada pela União, no início de setembro, recolhendo 340 toneladas de resíduos das praias.

“A gente fez análise em mais de 30 amostras e concluiu que é de três campos venezuelanos”, disse Neto. “A origem do vazamento é outra coisa. A gente entende que é na costa brasileira”.

O vazamento teria ocorrido no Oceano Atlântico, em uma região no caminho de uma corrente marinha que vem da África e se bifurca, seguindo para a costa setentrional do Nordeste, de um lado, e para a Bahia e o Sudeste, do outro, passando pelos locais onde o óleo tem sido recolhido.

“A gente sabe que foi em um ponto desses de bifurcação que foi a origem do vazamento. Provavelmente, um navio passando ali. As autoridades estão investigando”, disse.

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Ele reforçou que o fato de o petróleo afundar e seguir para o litoral em uma camada abaixo da superfície do mar dificulta a visualização dele com sobrevoos e satélites e também a contenção dele com barreiras.

“A gente tem um centro de defesa ambiental preparado para isso, mas preparado para um óleo da Petrobras, que vaza de instalação da Petrobras, e a gente localiza a fonte e ataca com os instrumentos mais adequados”, disse o diretor, que explicou que o fato de o óleo submergir quase que inviabiliza a contenção dele antes de chegar ao litoral. “Fica praticamente impossível pegar a montante esse óleo e segurar com barreiras e outros instrumentos que a gente tem. O mecanismo de captura tem sido quando a maré e a corrente jogam para a praia. Infelizmente, tem sido esse o jeito, porque, com os mecanismos que a gente detém, é agulha no palheiro para a gente pegar pelas características do óleo”.

O diretor da estatal afirmou que a Petrobras vai distribuir equipamentos de proteção individual em comunidades do Nordeste para que voluntários possam utilizar os equipamentos para se proteger de possíveis intoxicações no contato com a substância

 

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