Valença: Prefeitura gasta mais de R$ 375mil de publicidade em 5 meses


Assessoria de Comunicação e Marketing autoriza criação de materiais e inserção de publicidade de ação que não  ocorre no município

Após a denúncia da vereadora Lorena Mercês (PRB) acerca dos gastos com publicidade por parte da prefeitura de Valença, Livre fez um apanhado de valores pagos a agência de publicidade Cidade Propaganda, contratada pelo poder executivo para criações de campanhas publicitárias da entidade e outras peças de divulgações de ações da entidade.
No cálculo realizado, existente no Portal da Transparência – de receitas e despesas da prefeitura – dá ciência ao valor de R$375.600,67 (Trezentos e setenta e cinco mil seiscentos reais e sessenta e sete centavos), em pagamentos realizados do dia 26 de janeiro até 02 de maio de 2018 a Cidade Propaganda para criação de serviços de criação spots, outdoors, edição de vídeos, criação de textos, filmagens, fotos e layouts.
A vereadora republicana ainda contesta a existência de profissionais no setor da Assessoria de Comunicação e Marketing da prefeitura municipal, como fotógrafo, revisor de texto, locutores, cinegrafista e editor de vídeo, questionando que os pagamentos são direcionados aos mesmos serviços já existentes no setor, e que não deveriam ser pagos para a agência contratada.

Dano ao erário
Uma curiosidade é a peça publicitária criada para distribuição em sites do município, onde se é dada ciência à população do novo Mercado de Peixe – destaque para o espaço que não se encontra em reforma ou realização de construção de nova sede – e promessa aos vendedores e pescadores de entrega de equipamentos modernos para comercialização dos frutos marítimo.

                            A arte que foi paga pela PMV teve circulação em sites da região e de circulação estadual.

O prefeito Ricardo Moura (PSD), informou nesta quarta (30), que espera que o governador Rui Costa (PT) assine a autorização da reforma ainda este ano.
Para o Doutor em Gestão Pública, Harry Andrade, alegar crise e gastar valores altos em publicidade de atos inexistentes ou ainda não efetivados é irresponsabilidade com o erário. “Os gastos com publicidade são os primeiros que são bloqueados quando se alega crise, seguindo os considerados pausáveis na administração pública e mantendo a educação e saúde funcionando plenamente. Gastar tanto com publicidade é um ato irresponsável, eu diria mais, é subestimar a inteligência dos que sofrerão com este puxamento de freios”, justificou.

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