Valença: Câmara e Memorial municipal são interditados por indicação do Ministério Pùblico Estadual


O Ministério Público do Estado enviou a secretaria municipal da Infraestrutura e Urbanismo ofício solicitando vistoria nas dependências da Câmara Municipal de Vereadores do município, o motivo foi uma solicitação da vereadora Lorena Mercês (PRB), que enviou ao promotor de justiça relatórios oriundos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e secretaria da Infraestrutura de Valença – de 2017, que deixavam claros o risco de desabamento da claraboia do paço.
Há alguns meses uma sessão ordinária foi suspensa após os edis detectarem um descolamento de uma coluna de madeira no teto do plenário, que mesmo tendo sido reparado não deixou de emitir riscos.
O presidente da Câmara, Luiz Muniz Andrade – o Luiz do Boi (PR), disse que o mais importante agora é salvaguardar a vida dos que frequentam a ‘casa do povo’ em busca de soluções. “Assim que recebi a documentação do MP, nos irmanamos com o secretário de Infraestrutura Michairo Vieira que deu os primeiros encaminhamentos para que estivéssemos então, tomando a decisão mais correta”, afirmou.

Memorial também foi desativado e bens serão cedidos ao poder público provisoriamente. Foto: Pablo Vidal

Memorial
No espaço funcionava um tímido Memorial Municipal, curado pela historiadora Janete Vomeri, e inaugurado na gestão da ex-presidente da Câmara, Roselidiana Farias (DEM). Questionada sobre o destino do memorial, a atual secretária da Cultura e curadora do projeto disse que está organizando a cessão dos bens por parte da Câmara ao poder executivo, organizará um inventário para relocar o Memorial para um local ainda indefinido e quando as obras de reforma foram realizadas os bens serão devolvidos.

Reforma
Livre fez contato com o presidente da Câmara Municipal, Luiz Muniz, que não atendeu as duas ligações realizadas por nossa redação.
Atualmente o orçamento do poder Legislativo esta comprometido e a tão sonhada – imediata – reforma poderá estar descartada, uma vez que a orçamento mensal da Câmara não tem dado espaço de subsídios para ações dos edis de fiscalização.

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