Valença: Caixa Econômica obriga funcionários de empresas conveniadas a terem conta-corrente e pagarem altas tarifas


A agência que esta com uma porta quebrada, e com tapume no lugar, presta um serviço considerado pior por valencianos e outros usuários.

Funcionários de empresas conveniadas a Caixa Econômica Federal estão revoltados e prometem moverem ações na justiça federal contra a instituição. Segundo informações, funcionários são encaminhados para a agência com encaminhamentos de abertura de conta-salário, para recebimento de seus vencimentos, e ao chegarem na agência assinam contratos de abertura de conta-corrente e quando questionam sobre o porque de não haver abertura da conta indicada no ofício de encaminhamento os funcionários da agência respondem que ‘funciona assim, e que tarifas precisam ser pagas’. Os novos clientes alegam que não podem pagar, e recebem respostas não agradáveis.
Uma jovem aprendiz, que não quis se identificar, informou ao jornalista Wellingthon Anunpciação que ao reclamar foi dito a mesma que não poderia voltar atrás. “Eu recebia dinheiro em outro banco e nunca foi me tirado nenhum centavo, agora terei que pagar. Eu não quero cartão de crédito, cheque, nada. Quero apenas a conta para recepção salarial”, bradou a funcionária.
Livre se dirigiu a agência com a comissão de pessoas que buscaram a redação, localizada na Rua Governador Gonçalves, onde a atendente de prenome Patrícia se negou a transferir a ligação para o gerente, bloqueando a entrada dos que procuraram o estabelecimento. “Batam no vidro e peçam ao segurança que chamem o gerente aí”, disse ela, ignorando o pedido de ajuda.

Vice-Presidente da CDL se posiciona
O vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Ademir Costa, informou durante entrevista ao Programa Ligação Direta, na Rádio Valença FM, que a instituição já buscou diálogo com as agências de Valença, mas percebe a arrogância. “Já tentamos diálogo com estas unidades, mas eles são arrogantes”, disse Ademir em resposta ao âncora Marcos Medrado.

Regras do Banco Central (clique aqui)
É vedada a cobrança de tarifas pela utilização da conta-salário para a transferência automática dos recursos para conta de depósitos no próprio ou em outro banco (portabilidade do salário) e para:

  • fornecimento de cartão magnético, a não ser nos casos de pedidos de reposição decorrentes de perda, roubo, danificação e outros motivos não imputáveis à instituição financeira;
  • realização de até cinco saques, por evento de crédito;
  • acesso a pelo menos duas consultas mensais ao saldo nos terminais de autoatendimento ou diretamente no guichê de caixa;
  • fornecimento, por meio dos terminais de autoatendimento ou diretamente no guichê de caixa, de pelo menos dois extratos contendo toda a movimentação da conta nos últimos trinta dias;
  • manutenção da conta, inclusive no caso de não haver movimentação.

O empregado beneficiário dos pagamentos pode optar por não abrir conta de depósitos à vista ou de poupança e utilizar a conta salário para usufruir de outros serviços bancários. Nesse caso é admitida a cobrança de tarifas por esses serviços ou pela realização de saques e consultas acima da quantidade gratuita prevista. A realização de transferências de valores em situações que não configurem portabilidade automática dos créditos também pode acarretar a cobrança de tarifas.
Os bancos são obrigados a divulgar em suas dependências ou em suas páginas na internet todas as tarifas cobradas e os respectivos serviços.

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