Valença: Assessor de Comunicação e Marketing da prefeitura e diretor de agência de publicidade são denunciados por peculato ao MP


Prestador de serviço diz que solicitaram notas frias, e alega possuir gravações de diálogos telefônicos

Adilton Alves, o denunciante que diz ter gravações e provas acerca dos fatos apresentados.

Adilton Alves, proprietário da Império Locações, alega em sua denúncia ao Ministério Público que prestou serviços a Prefeitura Municipal de Valença, através da agência de publicidade Cidade Propaganda nos primeiros meses do ano e não teve seus serviços pagos.
Na denúncia, Adilton descreve que foi convidado para uma reunião com o diretor da agência de publicidade, Moacir Mansur e com o assessor de comunicação e marketing da prefeitura, onde ambos lhes pediram, após diversos meses sem pagamento, novas notas fiscais, desta vez sem a data de prestação do serviço. Questionados sobre as despesas de impostos das notas que tinham sido emitidas nos meses anteriores, Jean haveria lhes respondido que a ASCOM arcaria com estes custos.
Livre teve acesso ao documento recebido pelo MP, onde Adilton declara que Jean e Moacir responsabilizam o secretário de Finanças, Fidélis Negrão pelo não pagamento, porém quando questionado, Negrão respondeu ao denunciante que nada deve a empresa dele, tampouco a agência de Moacir.
Ao Ministério Público foi pedido investigação dos pagamentos realizados a agência de publicidade e não repassados aos meios de comunicação do município. Gravações telefônicas e da reunião – do pedido de nota fria – e testemunho de Manoel Soares, proprietário do site A Marinete, foram inclusos como provas da denúncia recebida pelo assistente do Ministério Público.
“Depois que sentou em uma mesa conosco, que nos pediu nota fiscal fria, o dono da agência agora debocha de mim, me perguntando quanto ele me deve. Estamos perdidos com esta administração”, declarou Adilton, indignado.

Histórico
Livre realizou investigações e publicizou matérias acerca dos empenhos e pagamentos realizados a agência e constatou que na justificativa das notas fiscais constam distribuição de material publicitário para os veículos e demais meios de comunicação. Caso a denúncia de Adilton seja comprovada pela justiça, os envolvidos e o prefeito Ricardo Moura (MDB) responderão pelo crime de peculato.

Defesa
Livre fez contato com o assessor de comunicação e marketing, Jean Macedo que não atendeu a chamada de nossa redação. Em seguida foi a vez de Moacir Mansur, da Cidade Propaganda, que em diálogo com o jornalista Wellingthon Anunpciação, disse não ter nada a declarar e findou a ligação dizendo que as novas notas pedidas para faturamento estão corretas.

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