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02/11/2019 13:09

Valença: Grande movimentação no cemitério em Dia de Finados


Visitantes fizeram queixas a nossa reportagem que tirou duvidas com a administração do local

Como já era de se esperar, o movimento no cemitério da sede do município de Valença, no Baixo Sul do estado, foi intenso na manhã deste sábado (2), quando é celebrado o Dia de Finados. Muita gente aproveitou as primeiras horas do dia para prestar  homenagem aos entes queridos que já morreram, levando flores, acendendo velas e fazendo orações diante dos túmulos. 

Marcílio Silva, de 68 anos, foi uma das pessoas que saíram de casa logo cedo para visitar o túmulo dos pais, no Cemitério Alto Repouso da Boa vista, no bairro da Baixa Alegre. Ele conta que comparece todos os anos e diz que a data está sendo esquecida pelos mais jovens. 

"O Dia de Finados não é mais como antes. Temos que manter as visitas porque essa é uma forma de matar a saudade dos nossos entes queridos. É um dia importante, no qual eu costumo vir sozinho ao cemitério", afirmou.

Pelos corredores dos cemitérios, onde não havia pessoas, havia o registro de que os visitantes passaram por lá, como flores colorindo os túmulos e velas acesas por todas as partes. 

Uma dessas velas foi colocada em um túmulo neste sábado por Cristina Costa, de 61 anos, que considera importante manter a tradição do Dia de Finados e ir ao cemitério prestar homenagem aos entes queridos. Todos os anos ela sai de casa para visitar e acender vela para a mãe, que morreu há 28 anos.

"Nós, que temos os nossos entes queridos no cemitério, precisamos vir visitar. Sei que eles já se foram, mas ficam para a eternidade. Eu sempre coloco tanto minha mãe quanto meu pai nas intenções da missa", falou durante a realização de uma das missas nesta manhã, presidida pelo pároco Almir Urbano, do Sagrado Coração de Jesus.

Descaso
Uma segunda pauta que a comunidade se queixa é a exposição de ossos no lado norte do cemitério. Visitantes convidaram o jornalista Wellingthon Anunpciação para apreciar as embalagens com restos mortais que estão à mostra no local, próximo ao ossuário público.

Administração do local alega que apenas restos mortais de pessoas não procuradas pelos familiares ou que não respondem os contatos são inseridos no local.

Em seguida, a reportagem questionou ao administrador do local, Genilton Néri, acerca da situação e o mesmo explicou que ele e sua equipe têm realizado o máximo possível, porém precisa do apoio dos que lá depositam corpos de seus entes. “Após sepultado nestas tradicionais gavetas, nós precisamos que a família retorne em até 3 anos para verificarmos a situação e darmos os encaminhamentos. Porém temos corpos aqui que ficaram depositados por mais de 6 anos, e com a necessidade de gavetas para novos funerais precisamos fazer “malabarismo”, isso para não ficar ninguém em difícil situação”, explicou o administrador.

Um dos queixosos chegou a fazer um pedido a nossa reportagem que registrasse a necessidade de criação de um novo cemitério em Valença em razão de o atual estar pequeno para o porte atual da cidade.

Vendas
Para alguns, o Dia de Finados também é uma data para garantir uma renda extra para a família. Debaixo do sol, a ambulante Lena Mara aproveitou a data para vender flores à porta do cemitério. Neste sábado, ela começou os trabalhos às 6h e deve permanecer por lá até o final do dia.

"O movimento está bom. Eu estou vendendo muito. Vendo dois pacotinhos de velas mais o fósforo por R$ 5. E água também, pra quem quiser", contou outro comerciante que por lá estava.

Os jovens Júnior e Guilherme aproveitam o dia para ganhar um “trocado”, se posicionando como limpadores, os garotos cobram de R$15 a R$25 para realizar as tarefas pedidas pelos visitantes que precisam de limpeza nos túmulos de familiares.

Donos de funerárias também montaram stands no espaço para comercializar planos funerários por valores, ditos por eles, acessíveis.


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