POLÍTICA

23/05/2019 17:59

Vice-prefeito acusa vereador de Taperoá de causar dano ao erário e pede que devolva dinheiro

Ticiano Mattos acusa Aldo Lisboa em sessão por recebimento ilícito no uso licença com vencimentos para curso não realizado

Na última quarta (22), o vice-prefeito Ticiano Mattos atendeu convocatória dos vereadores Aldo Lisboa – o professor Aldo (DEM) e Carlos Oliveira – o Carlinhos (PT), para esclarecer a situação do “Escândalo da Biblioteca”, durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Vereadores de Taperoá.

Mattos apresentou dossiês contra edis que o acusaram de residir em terreno público. Foto: Evertton Pacheco

Após os esclarecimentos e apresentação de documentos, Ticiano acusou Aldo de pedir licença com vencimentos para a prefeitura de Taperoá, onde na época era professor lotado na secretaria de Educação, para cursar na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Mestrado em Historia da Africa, da Diáspora e dos Povos Indígenas, sendo concedido o afastamento ao vereador/professor que não completou o curso que teria prazo para finalização em 28.06.2018.

“Estou aqui apresentando uma certidão da UFRB, que pode ser consultada no site da instituição para checagem de veracidade, onde consta a reprovação por faltas no curso, além de ausência em diversas matérias”, acusou Ticiano, que ainda disse ter tido curiosidade de calcular quanto havia custado ao município o pagamento da especialização do vereador e ter encontrado o montante de quase R$56 mil. “Seria bom que devolvesse a Taperoá o valor aplicado na sua capacitação, para ajudar nossos estudantes e que não foi completado”, finalizou.

Aldo ouviu atentamente as denúncias, mas não rebateu em plenária a acusação do vice-prefeito, conforme entrevista a Livre. Foto: Evertton Pacheco.

Em contato com o vereador Aldo Lisboa, o mesmo disse que se tratava de uma informação inverídica. “Fui ao mestrado cursei um ano, fui aprovado nos créditos, tive problema físico e mental, pedi desligamento, voltei ao município dei aula e me exonerei no ano de 2019”, disse o edil.

Em contato com a UFRB, Livre obteve a informação de que Aldo não teria concluído o curso conforme consta na declaração.

A Lei municipal 312, de 05 de abril de 2012, diz em seu Art. 12, inciso I, que a liberação do profissional só será efetuada para mestrado em caso de imprescindibilidade, ou seja, necessidade extrema, que segundo o vice-prefeito não existiu.

Atestado emitido pela UFRB foi entregue pelo vice-prefeito a Livre.


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