A nós descei, Divina Luz!


      Certo dia, aprendemos na família e depois confirmamos na catequese que Deus é um espírito perfeitíssimo, nos criou para conhecê-lo, amá-lo e servi-lo neste mundo nos fazendo a sua imagem e semelhança. Crermos no Espírito Santo de Deus é professarmos a terceira pessoa da Santíssima Trindade, que procede do Pai e do Filho para recebermos a vida nova de filhos e filhas do céu.

    “A bondade e o amor de Deus, nosso Salvador, se manifestaram. Ele nos salvou, não por causa dos atos justos que tivéssemos praticado, mas porque fomos lavados por sua misericórdia através do poder regenerador e renovador do Espírito Santo” (Cf Tt 3,4-5) Cinquenta dias depois do domingo de páscoa, Jesus prometeu aos seus discípulos: fiquem em Jerusalém, pois irão receber o Espírito Santo para serem testemunhas de mim aqui na Judéia, até os confins do mundo. E eles ficaram e reunidos com a Virgem Maria no cenáculo em oração, receberam esta graça. A Divina Luz desce em formas de línguas de fogo. A língua – órgão da comunicação, o fogo – o amor, comunicar o amor de Deus ao mundo, a vida nova ao mundo, a vida nova que Jesus Ressuscitado, o vencedor da morte, almeja para a humanidade. O fim das guerras – É o nosso pedido de fé, o Espírito Santo vem ao nosso coração para que pleno de suas graças acolhamos os seus dons pois Ele é o consolo que acalma, o hóspede da alma, o remanso na aflição e no labor descanso. Movidos por sua força podemos com seu auxílio transformar a face da terra. Confiemos, portanto, e sempre no Espírito de Deus que preside a nossa caminhada terrena.

    Celebramos a festa da vida, onde recriados como povo de Deus somos chamados a recordar que o Divino Espírito criou o mundo e nós somos parte desta obra inacabada da criação fomentada por um Divino Oleiro que nos cria e recria. Criados para sermos salvos, não podemos perder o rumo de nossa vida. Conta-se que o único sobrevivente de um naufrágio, foi parar numa ilha solitária, fora de qualquer rota de navegação. Olhava para os lados e via somente água. Não tinha celular, facebook, zap, telefone nenhum,… Levantava os olhos para cima e avistava o céu. Lembrou-se então daquele que habita nas alturas, mas olha para seus filhos aqui na terra. E orava suplicando ao Altíssimo que mandasse um salvador. Os dias foram passando, os poucos suprimentos acabando, e nada. Teve então a ideia de elevar um barraco de palha para proteger-se das tormentas.

    No dia seguinte, ao voltar de uma expedição pela ilha, encontrou o barraco em chamas. Rolos de fumaça subiam pelos ares. “Ainda mais essa, lamentava o náufrago. Meu Deus e meu Pai, por que permitiste tanta infelicidade?” Cansado, abrigou-se no meio do capim e tentou dormir. Súbito avistou luzes no mar. Era um navio que vinha na sua direção. O choro virou riso; e a tristeza, gritos de alegria. Como vocês me localizaram aqui, nesse fim de mundo? Afirmou o náufrago. Um homem que saiu do navio e foi ao seu encontro respondeu-lhe: foi pela fumaça que saía daí. Nada acontece por acaso em nossa vida. O homem fiel receberá muitos louvores e bênçãos (Cf Pr 28,20).

    Diante das calamidades que estamos tristemente enfrentando no mundo e de modo particular no Brasil, tantas confusões, falsos testemunhos, violências generalizadas frutos de ações egoístas e ambiciosas, em nome de Deus Pai e na força do Espírito Santo, tendo Jesus Cristo como príncipe da paz e próprio  amor como força que revoluciona o planeta, humildemente peçamos a Divina Luz que desça e seja uma motivação de unidade entre os povos, onde todos perdoando-nos uns aos outros, possamos vencer as diferenças e garantirmos a renovação da face da terra. Vinde, Santo Espírito, do céu ajudai-nos. E de vossa luz, um raio mandai-nos. Vinde, Pai dos pobres, que os dons repartís, luz dos corações, que aos cegos luzís. Sois consolador, benigno, excelente. Sois de nossas almas, hóspede decente. No trabalho sois, descanso seguro, alívio no pranto, ao coração puro.

 

 

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