Ituberá: Professores ameaçam paralisação por tempo indeterminado


Professores tiveram cortes salariais após 6 dias de paralisação

A coordenação do núcleo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (APLB) de Ituberá, através da coordenadora local Elucivalda Reis e a tesoureira Daniela Bulcão, denunciaram a Livre a situação, considerada caótica, da área da educação no município.
Segundo Elucivalda, após veementes cobranças realizadas, a gestão enviou uma proposta considerada desproporcional, sendo respondido pela categoria da não aceitação, os representantes do poder executivo municipal não prestaram satisfação a APLB causando desconforto aos profissionais.

                     Daniela e Elucivalda são representantes da APLB no município.

Entre as queixas, as principais são o não entendimento da postura da secretaria da educação, que cortou salários nos 6 dias de parada da classe e a informação de que o salário seria utilizado para reforma de colégios.
“Não vemos a aplicação eficiente destes valores, estamos preocupados tanto com a qualidade da educação, quanto com a garantia do direito dos profissionais, que esta abalada por uma gestão que não pensa no próximo”, bradou a coordenadora.


Secretaria de Educação rebate
O secretário da Educação, Victor Gama, em contato com Livre informou que o poder executivo concedeu proposta de ajuste de acordo ao piso salarial nacional para o nível 1- chamado de especial no município, e para os níveis 2 e 3 aumento de 4%.
Questionado sobre os descontos ocorridos pela parada de 6 dias realizadas pelos professores, o secretário que é advogado defendeu a tese informando que o corte nos salários é um ato jurisprudencial e garantiu que as aulas sendo repostas pelos profissionais que os salários retornarão as suas contas.
O secretário ainda afirma que em caso de greve, os salários serão novamente cortados, até que as aulas sejam repostas.
No entendimento do secretário existem conflitos pessoais contra a prefeita Iramar Costa (MDB). “Não entendo que exista política. Receio que seja ultrapassada a busca pelos direitos trabalhistas através de uma questão pessoal contra a figura da prefeita”, defendeu Victor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *